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2015-12-07


Cartão plástico substituirá completamente ingresso de papel, que já está mais difícil de ser encontrado

 O bilhete Sitpass, usado no sistema de cobrança eletrônica do transporte coletivo da capital e região metropolitana, vai parar de circular totalmente até julho de 2016. A previsão é do presidente do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (SET), Décio Caetano. O passe de ônibus eletrônico já está em extinção. Só é vendido nos terminais de ônibus, no valor de R$ 6,60, o que corresponde a duas viagens.

O POPULAR percorreu 35 quilômetros em Goiânia, passando pelos principais pontos de circulação de ônibus. Constatou a dificuldade de quem precisa do transporte coletivo, mas ainda não tem o Cartão Sitpass Fácil, adotado para substituir de vez o bilhete. A promessa é de que haverá um novo sistema de bilhetagem eletrônica, com tecnologia mais avançada, em substituição ao velho modelo, que começou a vigorar há 17 anos (veja quadro nesta página).

Há 284 linhas de ônibus em operação na Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), incluindo o Eixo Anhanguera, que trafega de Leste a Oeste na capital. O bilhete só é vendido nos 19 terminais de ônibus de Goiânia e região metropolitana. A saída para quem não quer ter dor de cabeça é mesmo adquirir o Cartão Sitpass Fácil, que pode ser recarregado em cerca de 2 mil pontos da capital, de acordo com o SET.

A comerciante Rosa Darc Marchiori reclama da falta de opção para pagar a passagem, lembrando que antes eram vendidos bilhetes com 1, 2 e até 12 viagens. Ela também aponta que havia mais facilidade para comprar devido ao grande número de vendedores que havia nos pontos de ônibus e plataformas do Eixo Anhanguera. “Agora está pior. Antes tinha muito vendedor aqui”, conta ela, que trabalha na região do Terminal Padre Pelágio.

Nas plataformas

Apesar de as plataformas do Eixo Anhanguera terem bilheterias próprias, como nos terminais de ônibus, grande parte dos passageiros optam pelos vendedores ambulantes do bilhete Sitpass. “A gente fica aqui para dar variedade de compra. Os passageiros preferem comprar da gente porque é mais rápido para passar na catraca”, conta um dos vendedores, que não quis se identificar. “A gente não obriga ninguém a comprar aqui, mas a maioria prefere por causa da nossa agilidade”, afirma outro vendedor.

Em duas plataformas do Eixo na região de Campinas, a reportagem constatou que funcionárias que ficam dentro das cabines trocam com os ambulantes dinheiro em papel por moeda para facilitar o troco deles. “Toda bilheteria tem gente vendendo (do lado de fora)”, diz uma funcionária. “Normal não seria, mas ninguém tirou deles”, acrescenta ela.

A situação é bem pior para quem está fora da linha do Eixo Anhanguera, já que dificilmente se encontra vendedor de Sitpass para socorrer o passageiro desavisado. É o que ocorre com os que precisam pegar ônibus ao longo das avenidas T-7, Castelo Branco e Mutirão. Para quem não tem o bilhete eletrônico, a orientação é que o motorista aceite a moeda corrente ou siga até o ponto mais próximo, caso não haja troco. A venda de passagem em dinheiro dentro dos ônibus é autorizada (leia reportagem nesta página).

Em queda

Desde que passou a funcionar, o sistema de bilhetagem eletrônica teve o seu apogeu em 2007, quando 237 milhões de passageiros andaram de ônibus na capital e região metropolitana (19,7 milhões por mês, em média). Naquele ano, quase 80% dos passageiros usavam o bilhete eletrônico, de acordo com Décio Caetano. A situação já se inverteu. No mês passado, segundo ele, o sistema transportou 16,4 milhões de passageiros e apenas 11% deles usaram o bilhete eletrônico.

Na região do Terminal Isidória, no Setor Pedro Ludovico Teixeira, vendedores ainda permanecem nas calçadas. É nas bancas de cigarro que passageiros mais apressados e sem cartão, correndo de filas que se formam em frente às bilheterias, aproveitam para comprar o bilhete e fazer o embarque. Mas ali até os vendedores já estão reclamando.

A venda de bilhete caiu muito, confirmando a tendência de substituição pelo Cartão Sitpass Fácil. “A gente antes vendia muito. Tinha passageiros que chegavam aqui sempre. Agora a gente nem tem para vender direito”, reclama um vendedor, que também é usuário do transporte coletivo de Goiânia. “Ainda mais no horário de pico, a fila fica bem grande”, aponta uma passageira.

“O bilhete será substituído”
Presidente do Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros Goiânia (SET), Décio Caetano antecipa ao POPULAR que o bilhete Sitpass está com dias contados nos ônibus.

Qual o motivo de estimular a compra do Cartão Sitpass Fácil em detrimento do bilhete?

Só duas fábricas produzem o bilhete. Uma em Buenos Aires (Argentina) e outra em Barcelona (Espanha). O principal fornecedor era da Argentina. Comunicou que outubro foi o último mês de fornecimento dela. A da Espanha é a única hoje que produz. O bilhete está em desuso no mudo todo. No início, devido ao seu custo maior em relação ao bilhete, o cartão só era usado para passe livre e passe escolar e os bilhetes eram usados pelos demais. Talvez Goiânia seja uma das últimas cidades do Brasil que ainda utiliza o bilhete.

 

Em outras cidades, como Brasília, o metrô ainda adota o bilhete...

O sistema de metrô ainda usa o bilhete só que em tecnologia diferente, de baixa coercitividade. Isso é o nível de segurança do bilhete. O nosso é de alta coercitividade. Então, o bilhete vai acabar e será substituído pelo cartão.

 

Só a queda de produção do bilhete é motivo para estimular o consumo do cartão?

Vamos trocar o sistema de bilhetagem eletrônica por outro que possui tecnologia mais avançada. Já estamos negociando a compra com três fornecedores, dois são nacionais e um é de fora.

 

Qual a previsão para o bilhete Sitpass sair de circulação totalmente?

A previsão é até meio do ano que vem. Nos próximos meses, devemos começar a trocar o sistema por outro mais moderno. Não será uma ruptura. Haverá um período de transição do sistema e adequação por parte dos passageiros.

 

Qual a principal melhoria que os passageiros vão ter com o novo sistema eletrônico?

A recarga do cartão, que hoje é feita em um ponto, poderá ser feita dentro do próprio ônibus e pelo celular. Também haverá biometria facial para evitar fraudes.

 

Qual o grande consumidor do cartão hoje?

São as empresas que compram vale-transporte para os seus funcionários. Elas correspondem a 50% da demanda. Outros 20% são de gratuidades ou passe escolar e 30%, de passageiros autônomos e eventuais.

Inquérito do MP apura reclamações

Passageiros do transporte coletivo de Goiânia e região metropolitana podem procurar o Ministério Público de Goiás (MP-GO) para registrar reclamações, caso não encontrem pontos de recarga disponíveis ou tenham dificuldade para embarcar devido à falta de passagem. A orientação é da promotora de Justiça Maria Cristina de Miranda, que atua em defesa dos direitos do consumidor. “Temos um inquérito civil público instaurado para investigar esse fato, porque algumas pessoas reclamaram”, afirma ela.

A promotora diz que solicitou do Procon a fiscalização de alguns pontos nas regiões centrais de Goiânia. “Parece que está tudo normalizado”, adiantou ela, acrescentando que o inquérito serve para investigar o suposto problema. Se houver irregularidades ou algum tipo de abuso, ela deve propor ação civil pública no Judiciário.

A maioria dos passageiros está optando pelo Cartão Sitpass Fácil, como observa Maria Cristina. “A recepção do Cartão Fácil foi muito boa porque tem muitas garantias e privilégios e dá maior conforto ao consumidor. É o que estamos ouvindo dos consumidores por diversas razões”, diz.

Direitos

No entanto, ela chama atenção para a importância de os usuários levarem reclamações do sistema de transporte coletivo ao MP-GO. “As pessoas têm de aprender a reivindicar os seus direitos. É muito importante elas reivindicarem os seus direitos e que venham até o MP. Elas precisam ter a consciência de reclamar”, assevera a promotora, ressaltando que qualquer insatisfação com o transporte coletivo pode ser registrada.

Venda dentro de ônibus é autorizada

A Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) informa que a venda de passagem em dinheiro dentro dos ônibus é autorizada. A recomendação da CMTC é para que os usuários do transporte coletivo comprem suas passagens com antecedência, via Cartão Sitpass Fácil, para reduzir a circulação de dinheiro e a ocorrência de assaltos.

O Cartão Fácil pode ser adquirido gratuitamente nos 20 terminais de integração situados em Goiânia e em quatro cidades da região metropolitana: Aparecida de Goiânia, Trindade, Senador Canedo e Nerópolis. A CMTC reforça que os usuários também podem solicitar o cartão nos dois mil pontos de venda e recarga de cartões Sitpass espalhados pelo comércio varejista.

A CMTC ainda orienta o passageiro que optar eventualmente pelo pagamento da passagem dentro do ônibus a levar o dinheiro trocado para facilitar a liberação da catraca pelo motorista. O objetivo, destaca, é garantir segurança e agilidade no embarque.

Atualmente, o valor da tarifa unitária na Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC) é de R$ 3,30. Devido à falta de troco para a passagem, o motorista não pode liberar de forma rápida o acesso do passageiro à catraca, o que, conforme ressalta, pode gerar formação de fila e tumulto antes da catraca do ônibus.

Fonte: O Popular

Fonte: Cleomar Almeida




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