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2016-05-16


As causas do perigo nas ruas da capital.Imprudência do motorista e falhas em sinalização agravam risco de acidentes nos 10 piores cruzamentos de Goiânia

A conversão proibida que é repetida por diversos motoristas no cruzamento da Avenida Goiás com a Independência, no Centro, faz do local o ponto de maior severidade de acidentes de trânsito de Goiânia. É a prática imprudente de quem sobe a Goiás, pela Câmara Municipal, e acha que pode realizar a conversão à esquerda para a Independência, tentando atalhar o caminho. O resultado são acidentes e prejuízos ao tráfego.

O índice de severidade é calculado por uma fórmula do Ministério da Saúde e leva em consideração a gravidade dos acidentes, quanto aos graus de ferimentos e fatalidades.

O cruzamento acima consta em uma lista de 10 pontos com maior número de acidentes da capital feito pela Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT) e a partir da qual O POPULAR levantou as causas que tornam estes pontos mais perigosos.

Gerente de educação de trânsito da SMT, Horácio Ferreira, afirma que todo acidente é evitável e sempre precedido de alguma imprudência. “Se os motoristas trafegassem dentro da velocidade permitida, respeitassem a sinalização e os outros condutores, nenhum acidente ocorreria.”

Analisando as infrações cometidas no cruzamento da Goiás com a Anhanguera, o professor do Instituto Federal de Goiás (IFG) e especialista em Transportes, Marcos Rothen, diz que a conversão proibida demonstra a falta de sinalização orientativa aos condutores. Há no local, grande fluxo de veículos e de pedestres.

Doutora em Transportes, a professora da Universidade Federal de Goiás, Erika Kneib, lembra que é preciso pensar também em um desenho urbano que favoreça a travessia dos pedestres. Erika salienta que, em Goiânia, o desenho das vias também contribui com os acidentes, “pois muitas são projetadas e pavimentadas para maiores velocidades, embora exijam tráfego mais lento”. Em muitos locais apontados como pontos de maior grau de acidentes, há também confusão quanto à sinalização “inexistente ou apagada, confusa ou pensada de forma isolada”, conforme a professora.

Grande parte dos riscos de acidentes nos pontos indicados pela SMT se dá por falhas na sinalização, afirma Marcos Rothen. Ele aponta que o motorista fica confuso em alguns dos cruzamentos da lista. Com isso é comum a reação de motoristas com movimentos bruscos, o que acaba provocando as colisões.

Erika afirma que o primeiro passo é pensar o sistema viário de forma sistêmica, dentro de um Plano de Circulação e de um Plano de Sinalização. Junto a isso, de forma integrada, deve-se identificar os pontos com acidentes e trata-los individualmente. Se forem promovidas apenas soluções pontuais, o problema acaba migrando para outro local.

Motorista não pensa no outro, diz técnico

O gerente de educação de trânsito da Secretaria Municipal de Trânsito, Transporte e Mobilidade (SMT), Horácio Ferreira, lembra que, na maioria dos casos, há motoristas que buscam resolver o próprio problema sem pensar no trânsito. “Muitas vezes acham que a pressa dele é mais importante do que a dos outros, aí fecham pistas, ficam no meio dos cruzamentos, fazem conversões proibidas em busca de facilidades, e não por não saber o que fazer.”

Horácio diz que, por muitos anos, o cruzamento da Avenida Goiás com a Paranaíba, foi o de maior severidade em acidentes da capital. Hoje, ele não consta na lista. A mudança se deu depois de um trabalho intenso de engenharia de tráfego, fiscalização e educação.

“Em todos os anos fazíamos um evento de educação no cruzamento, trabalhamos o tempo semafórico e hoje lá é tranquilo.”

Entre 2014 e 2015, cinco pontos deixaram de fazer parte do ranking dos dez pontos de maior severidade na capital. Em todos eles ocorreram intervenções específicas, com a instalação dos corredores de ônibus ou retirada das rotatórias para a inclusão de espaços semaforizados. Ferreira acredita que as novas intervenções deste ano devem alterar a lista, como a implantação da Zona 40 no Centro e corredores de ônibus.

As soluções apontadas pelo especialista em Transportes Marcos Rothen sugerem que é preciso ficar muito claro para o motorista quais os movimentos ele pode fazer em cada local, sem possibilidade de dúvidas.

Tendo como exemplo a Avenida Araguaia, Rothen explica que o motorista que não está acostumado a passar pelo local fica sem saber que é necessário ficar nas faixas mais à esquerda para entrar na Avenida Paranaíba. Assim, ele só vai fazer essa conversão quando estiver próximo ao semáforo, complicando o tráfego.

Fonte: O Popular - Vandré Abreu




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