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2011-05-30


Paço quer conclusão da obra - Secretaria de Planejamento e Ademi alegam que falta apenas adequar projeto para MPF liberar a realização.

Paço quer conclusão da obra
 

Secretaria de Planejamento e Ademi alegam que falta apenas adequar projeto para MPF liberar a realização

A declaração do superintendente regional do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Alfredo Soubihe Neto, de que o anel viário de Goiânia - obra iniciada há 15 anos e paralisada desde 2001 - "não existe mais, morreu" surpreendeu representantes do setor produtivo e da Prefeitura de Goiânia. O secretário de Planejamento Municipal, Roberto Elias Fernandes, e o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Ilézio Inácio Ferreira, contestaram ontem o superintendente e disseram que estão adiantadas as negociações para a retomada da obra.

Roberto Elias, Ilézio Inácio e o secretário estadual de Infraestrutura, Wilder Moraes, estiveram na semana passada com o diretor-geral do Dnit, Luiz Antônio Pagot, em Brasília (DF), pedindo agilidade para que as obras sejam retomadas. Elas já estão contratadas, mas uma suspeita de superfaturamento - posteriormente descartada por uma perícia independente, solicitada pela Justiça Federal - levou à suspensão. "Falta apenas adequar o projeto, por exigência do Ministério Público Federal (MPF)", garante Roberto Elias.

Em entrevista ao POPULAR, publicada no último domingo, o superintendente regional do Dnit - que foi secretário de Obras da Prefeitura de Goiânia durante a gestão do ex-prefeito Iris Rezende - disse que o órgão está estudando o projeto de um novo anel viário, mas sem local definido. "Não existe mais anel viário (projeto antigo). Foi uma obra iniciada há mais de dez anos e que antes de terminar já acabou, morreu", afirmou. Ele disse ainda que considera remota a possibilidade de, para aproveitar o que já foi feito da obra, transformar o lado direito do anel em novo traçado da BR-153, desviando o tráfego da rodovia federal.

 

 

Trecho poderá ser municipal
O titular da Secretaria de Planejamento Municipal (Seplam), Roberto Elias Fernandes, e o presidente da Ademi, Ilézio Inácio Ferreira, dizem que não desistiram da obra do anel viário. O principal trecho tem cerca de 30 quilômetros e vai da indústria Mabel, em Aparecida de Goiânia, até o posto da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-060, saída para Anápolis, com custo estimado em R$ 220 milhões. Ele se somaria ao trecho já pronto, entre a Eternit e a Mabel, ligando as rodovias BR-060 e BR-153.

A proposta que está sendo negociada com o Departamento Nacional de Infraestrura de Transportes (Dnit) e o Ministério Público Federal (MPF) prevê que a Prefeitura fará o projeto e tentará captar recursos para construir outro trecho, de 12 quilômetros, da BR-060 até a GO-070, saída para Inhumas. O trecho, todo em perímetro urbano, seria tratado como uma grande via urbana.

Perímetro urbano será mapeado
Outra exigência do Ministério Público Federal (MPF) para a realização do anel viário, que o prefeito de Goiânia Paulo Garcia comprometeu-se a assumir, é que o trecho da BR-153 no perímetro urbano da capital passará para o domínio do município, assim que forem concluídas as obras do "desvio da BR-153", como é chamado o trecho de 30 quilômetros entre a indústria Mabel e o posto da PRF.

A exigência anterior do procurador foi sobre a realização de uma pesquisa de tráfego, que foi feita. Agora, a expectativa é de que, assim que for feita a adequação do projeto, seja assinado um termo de ajustamento de conduta (TAC) entre o MPF, o Dnit, a Prefeitura de Goiânia e a empresa contratada. A empresa responsável pela elaboração do projeto estima um prazo entre quatro e seis meses. O trabalho consiste em verificar ocupações de áreas por onde passará o traçado e marcos topográficos. "O diretor-geral do Dnit autorizou a execução das adequações", ressalta o presidente da Associação de Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), Ilézio Inácio Ferreira.

 

Fonte: O Popular - Carla Borges
 




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