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2011-05-05


A maioria dos problemas que enfrentamos exige de nós mudança de paradigma. E para materializá-la, se faz necessário que tenhamos audácia, mas que esta tenha a determinação à sua frente...

Mobilidade urbana vai além de transporte e trânsito

 

A maioria dos problemas que enfrentamos exige de nós mudança de paradigma. E para materializá-la, se faz necessário que tenhamos audácia, mas que esta tenha a determinação à sua frente.
Tive o privilégio de participar nesta semana, dia 4, da 5ª Reunião do Fórum de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana de Goiânia. O evento foi promovido pelo Instituto Cidade, presidido pelo engenheiro civil Ilézio Inácio, que também preside a Ademi. Participei como membro da mesa, na qual estavam também o prefeito de Goiânia ? Paulo Garcia ?, o presidente Ilézio, o presidente da Metrobus — Carlos Maranhão ?, o secretário de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana de Goiânia ? Jânio Darrot ?, o presidente da Câmara Municipal de Goiânia ? Iran Saraiva ?, o secretário municipal de Planejamento e Urbanismo ? Roberto Elias Fernandes ?, o presidente da CMTC ? José Carlos Xavier (Grafite) ? e o deputado Francisco Júnior representando o presidente da Assembleia Legislativa.
Percebi muita lucidez nas palavras de todos que discorreram no evento. Percebi que ali estavam pessoas do setor público e privado envolvidas em um mesmo objetivo: mudança paradigmática no que diz respeito à mobilidade urbana da Região Metropolitana de Goiânia. Percebi que ali estavam pessoas sérias, em busca de políticas de planejamento urbano, transporte e circulação humana como o objetivo de promover o acesso amplo e democrático ao espaço urbano.
E como sabemos, mobilidade urbana nas grandes cidades vem sendo cada vez mais problemática, sobretudo em locais onde o adensamento urbano aconteceu de forma rápida e desordenada. Fato que exige do setor público e privado um planejamento muito eficiente, que, se não puder resolver de vez o respectivo problema, pelo menos o amenize consideravelmente.
Mobilidade urbana não se restringe à abordagem de transporte e trânsito. Para que seja benéfica, ela requer ações que provoquem mudança de paradigma em vários aspectos. As ações geradoras desse rompimento têm de ter continuidade, devem, portanto, promover a integração e interação com os agentes públicos e privados das cidades. As diretrizes traçadas devem envolver a combinação das políticas de uso do solo, do ambiente urbano, do transporte, do trânsito de veículos, de pessoas. Isso, no entanto, deve ser feito sem se descuidar do mais importante: que é o nosso capital humano neste contexto, o homem.
Dependendo do tipo de mobilidade urbana, dela podem vir resultados positivos ou negativos. É grande o seu impacto na economia local e na qualidade de vida das pessoas. O estado e a sociedade pagam caro quando têm uma mobilidade urbana problemática. Fato este que a Região Metropolitana de Goiânia conhece muito bem, mas que a solução já está a caminho. Inclusive quero aqui citar uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), publicada recentemente. Nas 3 mil pessoas de 146 municípios ouvidas pelo instituto, a grande maioria apontou descontentamento com a falta de políticas públicas para o setor de transporte urbano, no caso ônibus e metrô.
Goiânia está entre as 24 maiores cidades a serem beneficiadas pelo PAC da Mobilidade, lançado pelo Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão em fevereiro deste ano. O programa terá investimentos de R$ 18 bilhões, sendo R$ 6 bilhões vindos diretamente da União e R$ 12 bilhões através de financiamento.
O governador Marconi Perillo, que também esteve presente no lançamento do PAC da Mobilidade, vai atuar em todas as áreas necessárias para se obter uma mobilidade urbana de êxito para toda a Região Metropolitana de Goiânia, e sua prioridade será o elemento humano. O governador tem a intenção de substituir os ônibus do Eixo Leste-Oeste por Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), inclusive já com previsão para estender a Senador Canedo e Trindade.
O VLT, que substituirá a frota de veículos da Metrobus, que transporta diariamente cerca de 240 mil pessoas, proporcionará significativos resultados econômicos e sociais. Com essa nova modalidade de transporte, toda a via será beneficiada, isso gerará incremento nos comércios e, consequentemente, mais empregos, mais qualidade de vida.
Em várias cidades da Europa, Ásia e América, os sistemas de transportes em veículos leves sobre trilhos já é realidade. No Brasil, no momento, esses sistemas de veículos estão sendo construídos em Brasília, Recife, Fortaleza, Natal e Maceió.
O VLT, sem dúvida, promoverá uma mobilidade urbana de qualidade à Região Metropolitana de Goiânia. O elemento humano e o paisagístico serão itens valiosos naquilo que o governador Marconi pretende realizar na RMG, tendo a Prefeitura de Goiânia como grande parceira.
(Wilder Morais, engenheiro civil e secretário de Estado de Infraestrutura)

Fonte: Diário da Manhã

Autor: Wilder Morais




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