Stivale Brasil, empresa de Importação e Exportação de produtos que oferece produtos de qualidade diferenciada, a preços competitivos, com garantia na utilidade, rapidez na entrega e excelência no atendimento.


2013-01-03


Velocidade máxima: 6,43 Km/h Levantamento da RMTC, que será ampliado, aponta dificuldades de fluxo em horários de pico em Goiânia

 Praça Cívica, coração de Goiânia, 18 horas. Os ônibus do transporte coletivo circulam a incríveis 6,43 quilômetros por hora, quase parando. Essa velocidade equivale a um terço do mínimo desejável para que o transporte coletivo tenha qualidade, 18 quilômetros por hora nos horários de pico. No pico da manhã, o trecho mais problemático para o transporte coletivo em Goiânia é na Avenida Paranaíba, no Centro, com velocidade de 9,09 quilômetros por hora. Em outros corredores do transporte, a situação é parecida (veja quadro).
Os dados foram reunidos pelo Consórcio da Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC) a partir dos corredores que já contam com monitoramento diário. A partir de amanhã, outras dez vias passarão a integrar o Índice Ponto a Ponto, que mede a fluidez do trânsito e do transporte em tempo real, lançado em setembro do ano passado. De acordo com o Consórcio RMTC, a intenção é que a ferramenta seja usada pelos responsáveis pelo planejamento urbano e para decisões quanto a futuras intervenções.
Superintendente de Desenvolvimento Urbano e Trânsito da Secretaria Estadual de Cidades, Antenor Pinheiro pondera que a velocidade ideal para ônibus do transporte coletivo é de 25 a 30 quilômetros por hora, mas, para isso, é preciso que os veículos de transporte de passageiros encontrem os corredores livres. “Isso não será atingido enquanto o ônibus tiver de disputar espaço com os carros de passeio”, avalia Antenor.
Para ele, a solução é a implantação de corredores preferenciais ou exclusivos, ou mesmo mistos, a exemplo do Corredor Universitário, na Avenida Universitária, ligando a Praça Cívica à Praça da Bíblia. Ele tem as duas características. “Só assim é possível melhorar o transporte, garantindo infraestrutura em vários espaços para que a velocidade chegue à ideal”, sugere Antenor. O engenheiro civil e professor universitário Benjamin Jorge Rodrigues dos Santos concorda com a importância e a urgência na implantação de corredores para o transporte coletivo.
“Essa baixa velocidade verificada nos principais corredores é um indício fortíssimo de que o transporte coletivo precisa ter prioridade”, diz o professor. “É preciso que o poder público adote ações para segregar os ônibus dos carros e mais vias preferenciais e exclusivas para os ônibus. É preciso aumentar a velocidade”, alerta. “Ou se faz isso rapidamente, ou o Centro de Goiânia vai travar em horários de pico, numa situação extremamente estressante”, diz.
Antenor lembra que os usuários sempre pedem mais ônibus, mas o problema, na verdade, está na necessidade de mais viagens. “Se colocarmos mais ônibus, o trânsito só vai piorar. O que os ônibus precisam é de desenvolver uma boa velocidade, de modo que possam cumprir as planilhas e realizar todas as viagens programadas. Aí, sim, o usuário ficaria satisfeito”, acredita.
Benjamin acrescenta que só é possível conquistar novos usuários para o transporte coletivo – os que hoje usam o carro para ir ao trabalho e à escola, por exemplo – quando os ônibus desenvolverem uma velocidade maior, entre 18 e 22 quilômetros por hora.
Além dos corredores preferenciais e exclusivos para o transporte coletivo, ele sugere a adoção de medidas como o uso de sensores nos semáforos de cruzamentos estratégicos para favorecer os ônibus, sem paradas desnecessárias nos semáforos. Esses sensores poderiam ser acionados pelo peso do ônibus ou por sinais emitidos por ele e captados pelos sensores, que automaticamente abririam o sinal para os ônibus. “Também é o momento de pensar em transporte de massas, do qual o ônibus seria o alimentador”, destaca. Para Benjamin, a solução para Goiânia é o metrô.
NOVOS CORREDORES
Os dez novos corredores que passarão a ser monitorados pela CMTC a partir de amanhã são das avenidas Bernardo Sayão, Fued José Sebba, Mangalô, Marechal Rondon, Pasteur, Pio XII, Rio Verde, São Francisco, São Paulo e T-2.

Fonte: O Popular

Autor: Carla Borges

 




Veja mais...