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2014-08-06


Uma boa notícia para os grupos de ciclistas de Goiânia: o presidente da Agetop, Jayme Rincón, confirmou a liberação das pistas do Autódromo Internacional de Goiânia para treinamento de ciclismo, das 18 às 22 horas, quatro vezes por semana.

 A liberação é somente para grupos organizados de ciclistas e o lançamento oficial será amanhã, às 18h30, no próprio autódromo.

A decisão foi uma resposta positiva para uma reivindicação dos 30 grupos de ciclismo de Goiânia com cerca de 500 atletas. A concessão do espaço para treinos dos ciclistas – profissionais ou amadores – é fundamental para a segurança dos mesmos, que correm riscos diários ao trafegar nas ruas e rodovias da cidade disputando espaço com carros, ônibus e motos.

As principais causas de acidentes de bicicleta são a perda do controle, alta velocidade, falha do motorista de outro veículo, ambientes perigosos (cascalho e obstáculos na pista) e problemas mecânicos da bicicleta. Mas em geral, as colisões com outros veículos e a alta velocidade são os responsáveis pelos acidentes fatais.

A iniciativa, além de proporcionar segurança para os atletas, também produzirá treinos mais eficazes e resultados mais satisfatórios nas competições.

Mas como o uso do autódromo será somente permitido para os grupos de ciclismo cadastrados, a sua liberação não é nem de longe uma solução para a segurança das centenas de pessoas que utilizam a bicicleta como meio de transporte e lazer.

É preciso planejamento, prioridades e vontade para, de fato, se pensar em uma cidade com mais segurança e fluidez no trânsito com benefícios para ciclistas, pedestres, motoristas e o cidadão em geral.

A mobilidade urbana é um dos principais desafios das grandes cidades. Em Goiânia ainda engatinhamos nesse quesito. As ciclovias da cidade são praticamente inexistentes e, mal planejadas, não levam ninguém a lugar nenhum. Muitos dos parques não têm sequer uma pista destinada aos ciclistas.

Não existem números oficiais, mas estima-se que pelo menos mil acidentes com ciclistas ocorram anualmente nas ruas da nossa cidade.

A liberação do Autódromo Internacional de Goiânia, de fato, é uma boa notícia para os grupos de ciclismo. Mas queremos mais, muito mais. Queremos uma cidade sustentável, onde a mobilidade urbana seja prioritária. Queremos mais bicicletas nas ruas, mais ciclovias, mais lazer. Queremos mais alegria e vento no rosto. Queremos poder viver a nossa cidade.

Cristina Lopes Afonso é vereadora pelo PSDB e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Câmara de Goiânia

Fonte: O Popular - Opinião




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