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2014-08-08


Especialistas avaliam implantação como positiva, mas destacam necessidade de um "pacote de medidas"

 Com a verba de R$ 145 milhões aprovada pelo Ministério das Cidades na última semana, cinco novos corredores preferenciais de ônibus serão implantados em Goiânia, além da conclusão de outro. As vias contempladas serão T-7, T-9, 24 de Outubro e Independência. Também será concluído o corredor da T-63, que já está funcionando.

Mas, para a melhoria da mobilidade, não existe solução mágica ou pontual. Especialistas ressaltam que essas medidas são importantes, mas que é necessário um conjunto de ações, integradas em diversas escalas para garantia da mobilidade.

Arquiteta e urbanista, Erika Kneib entende que os corredores preferenciais para o transporte público são fundamentais para a qualidade do sistema. Eles, ressalta, são as garantias de maior velocidade, confiabilidade e pontualidade do serviço. Lembrando que o conceito de corredores não trata apenas da melhoria da fluidez dos ônibus. É um conceito de requalificação e melhoria do espaço urbano, a partir da preferência ao transporte público, organização do fluxo dos automóveis, sinalização vertical e horizontal adequada, incluindo a adequação de calçadas, paisagismo, pontos de parada e fiscalização eletrônica, para garantir a fluidez dos ônibus.

Segundo a especialista, que é mestre e doutora em transportes, Goiânia precisa desenvolver um Plano Metropolitano de Mobilidade, que potencialize a integração das vias e do transporte público coletivo, assim como diretrizes para o crescimento das cidades e direcionamento de seus fluxos. “Em nível de Plano Diretor Municipal, por exemplo, é necessário estabelecer elementos que permitam o fortalecimento de núcleos ou centralidades na cidade, nos quais as pessoas possam realizar suas atividades próximas, como morar, trabalhar, estudar e ter lazer, por exemplo, evitando longos e dispendiosos deslocamentos, principalmente no horário de pico”.

De acordo com a especialista, a capital goiana precisa se decidir sobre a ocupação de seus espaços. “Não existe como priorizar todos os modos. Goiânia precisa decidir: se permite que os espaços sejam ocupados somente por carros e motos, e todos fiquem presos nos congestionamentos dentro de seus veículos, ou se racionaliza o uso do automóvel, carros e motos, e permite que as pessoas se desloquem com qualidade nos modos a pé, por bicicleta e por transporte coletivo”, acrescenta.

E investir nos corredores é uma decisão acertada, na opinião de Erika. “Melhor ainda se integrada a uma rede cicloviária inteligente e sistemas de calçadas seguras. É preciso inovar, mexer no desenho da cidade e reordenar a ocupação territorial de sorte a promover inclusão social mediante uma política de planejamento urbano moderna, centrada na recuperação do sentido de cidade, onde os cidadãos vivam cada esquina e não apenas passem por ela”.

Motoristas aprovam projeto de corredor

O engenheiro Sérgio Botassi afirma que o problema está na falta de continuidade destes corredores. “Não adianta a velocidade média ser alta nestes trechos e mais à frente haver um estrangulamento de veículos, em vias onde a disputa pelo espaço é cada vez mais acirrada.”

Há ainda outro problema relacionado à criação dessas faixas preferenciais, na opinião do engenheiro. “Em vias onde o nível de serviço já está crítico, os congestionamentos nas demais faixas fica ainda pior. Depois de se saber com mais profundidade o mapeamento das viagens na cidade, é fundamental implantar um inteligente sistema integrado de diferentes tipos modais para transporte público: ciclovias com locais protegidos para guardar bicicletas, micro-ônibus em regiões onde há menor densidade urbana, criação de estacionamentos públicos em regiões críticas, incentivando a continuidade da viagem por meio de outros modais, etc”.

Usuários aprovam

Levantamento realizado por institutos ligados ao tema mostra que 60% dos usuários de ônibus entrevistados perceberam ganho de tempo com o sistema preferencial. Outros 50% avaliaram que o trânsito melhorou e 85% querem mais corredores. Quando a entrevista foi feita com motoristas, apenas 31% consideram importante o ganho de tempo, mas 63% se disseram a favor de mais corredores.

Fonte: Jornal O HOJE




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